O Rabetaço levou o protesto para onde ele precisava estar: dentro do rio.
Em canoas e rabetas, com faixas erguidas sobre a água, denunciamos a exploração ilegal de madeira e a irresponsabilidade das empresas madeireiras que poluem diretamente o Arapiuns. Não é acusação solta. Há pesquisa de qualidade da água feita nas proximidades dos portos dessas madeireiras.
Escolher o rio como lugar de manifestação já diz o que queríamos dizer. O Arapiuns não é só fonte de água. É o caminho da escola, o transporte da produção, o banho de fim de tarde. É elemento central da cultura e da sobrevivência de quem vive nas margens.
O Rabetaço não foi apenas um grito contra o desmatamento. Foi um manifesto pela vida e pela dignidade dos povos da Amazônia.
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